sábado, 13 de abril de 2013

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COMO INSTRUMENTO PARA O SUCESSO DAS EMPRESAS




POR: JACY MARCOS SALIM


Independentemente do tamanho das empresas, é necessário que sejam estabelecidos alguns parâmetros e estratégias para que as mesmas possam se perpetuar. É de suma importância que seja elaborado, ou estabelecido, um guia para o direcionamento das ações, que servirá como ferramenta para que as metas traçadas para o futuro sejam atingidas. 

Atualmente, é possível identificar no Brasil, um sem número de empresas que movimentam milhões de reais por ano, sem que estas tenham qualquer estabelecimento de um planejamento estratégico.

Trabalhar o planejamento, alinhando-o aos objetivos organizacionais é o grande desafio enfrentado por administradores de pequenas e médias empresas. No entanto, o mais importante é gerar o comprometimento das pessoas, principalmente, os envolvidos na direção do negócio. Uma estrutura estratégica tem conteúdo lógico e sólido para disciplinar o crescimento da empresa e executar uma transição ordenada do presente para o futuro. O plano estratégico fornece uma consolidada integração de informações, o que cria uma formidável sistemática de comunicação na empresa. 

Como consequência direta da implantação do planejamento, destaca-se a gestão estratégica, assumindo a responsabilidade de articular os interesses da empresa, estimular o espírito de equipe, motivar o comprometimento das pessoas e viabilizar ajustes e alterações no plano de acordo com os ambientes interno e externo. O plano estratégico é eminentemente flexível e oferece alternativas que podem substituir certos objetivos operacionais no caso de o ambiente mostrar sinais de alterações. Ele é a base da APO - Administração por Objetivos. Aliás, a administração por objetivos se fundamenta no planejamento estratégico da empresa. Com sua implementação, é possível monitorar o comportamento do ambiente externo e adequar as estruturas e recursos internos da empresa para poder identificar novas oportunidades e enfrentar as ameaças que dele se originam. 

Podemos definir planejamento estratégico como o método pelo qual a empresa define a mobilização de seus recursos, para alcançar os objetivos propostos. É um planejamento global a curto, médio e longo prazo. Estratégia é a mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global, visando atingir objetivos definidos previamente. É uma metodologia gerencial, que permite estabelecer o caminho a ser seguido pela empresa, visando elevar o grau de interações com os ambientes interno e externo. O planejamento estratégico procura responder a questões básicas, como: 

1. Por que a organização existe; 
2. O que e como ela faz; e 
3. Onde ela quer chegar. 

Dele, resulta um plano estratégico, ou seja, um conjunto de informações consolidadas, que serve de referência e guia para a ação organizacional. Pode ser considerado como uma bússola para os membros de uma determinada organização.

Fases da elaboração 

A elaboração do planejamento estratégico compreende quatro fases: 1. Formulação dos objetivos organizacionais A empresa define os objetivos globais que pretende alcançar a longo prazo e estabelece a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos. 2. Análise interna das forças e limitações da empresa A seguir, faz-se uma análise das condições internas da empresa, para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos fracos que a organização possui. Os pontos fortes constituem as forças propulsoras da organização, que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais - e devem ser reforçados, enquanto os pontos fracos constituem as limitações e forças restritivas que dificultam ou impedem o seu alcance - e devem ser superados. Essa análise interna envolve: a) análise dos recursos (recursos financeiros, máquinas, equipamentos, matérias - primas, recursos humanos, tecnologia, etc...), de que a empresa dispõe para as suas operações atuais ou futuras; b) análise da estrutura organizacional da empresa, seus aspectos positivos e negativos, divisão do trabalho entre departamentos e unidades, e como os objetivos organizacionais foram distribuídos em objetivos organizacionais;c) avaliação do desempenho da empresa, em termos de lucratividade, produção, produtividade, inovação, crescimento e desenvolvimento dos negócios. 3. Análise externa Trata-se de uma análise do ambiente externo da empresa, ou seja, das condições externas que rodeiam a empresa e que lhe impõem desafios e oportunidades. A análise externa envolve: a) mercados abrangidos pela empresa, características atuais e tendências futuras, oportunidades e perspectivas; b) concorrência ou competição, isto é, empresas que atuam no mercado, disputando os mesmos clientes, consumidores ou recursos; c) a conjuntura econômica, tendências políticas, sociais, culturais, legais, que afetam a sociedade e todas as demais empresas. 4. Formulação das alternativas estratégicas Nesta quarta fase do planejamento estratégico, formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos, tendo em vista as condições internas e externas. As alternativas estratégicas constituem os cursos de ação futura que a organização pode adotar para atingir seus objetivos globais.
De um modo genérico, o planejamento estratégico da organização refere-se ao produto (bens que a organização produz ou serviços que presta), ou ao mercado (onde a organização coloca seus produtos ou bens, ou onde presta seus serviços). Daí, a matriz produto / mercado com várias alternativas estratégicas. 

Com todos esses elementos (objetivos organizacionais, análise das condições interna e externa e alternativas estratégicas) a organização tem condições para preparar seu planejamento estratégico. O planejamento estratégico deve especificar onde a organização pretende chegar no futuro, e como se propõe a fazê-lo, a partir do presente. O planejamento estratégico deve comportar decisões sobre o futuro da organização, como: a) objetivos organizacionais a longo prazo e seu desdobramento em objetivos departamentais detalhados; b) as atividades escolhidas, isto é, os produtos (bens ou serviços), que a organização pretende produzir; c) o mercado visado pela organização, ou seja, os consumidores ou clientes que ela pretende abranger com seus produtos; d) os lucros esperados para cada uma de suas atividades; e) alternativas estratégicas quanto às suas atividades (manter o produto atual, maior penetração no mercado atual, desenvolver novos mercados); f) interação vertical em direção aos fornecedores de recursos ou integração horizontal em direção aos consumidores ou clientes; g) novos investimentos em recursos (materiais, financeiros, máquinas e equipamentos, recursos humanos, tecnologia, etc..), para inovação (mudanças), ou para crescimento (expansão); como alcançar a excelência em planejamento estratégico? O planejamento estratégico é a chave para o aumento da produtividade e a melhora dos resultados das empresas. O planejamento estratégico é a base para o desenvolvimento das organizações, pois permite a estruturação e realização de tudo o que a empresa espera de suas atividades. Um dos pontos que mais auxiliam a elaboração do planejamento estratégico são as reuniões, previamente agendadas, onde são discutidos assuntos de interessa da empresa, e onde seus executivos conseguem ter controle total sobre o que está acontecendo, sobre os projetos que estão em andamento, aqueles que foram suspensos ou adiados, os motivos do sucesso ou do fracasso no planejamento executado, e, desta forma, adotar procedimentos corretivos, em tempo hábil. É muito importante que exista um "passo a passo" para estas reuniões, com a sequência de quem irá falar, e o que, efetivamente, será discutido.
A análise de qualquer projeto deve ser discutida, sempre, antes das reuniões, para onde devem ser levados os resultados. Diante deste simples procedimento, não há qualquer discussão sobre os planos de ação, mas apenas uma prestação de contas. Assim, as reuniões se tornam objetivas e produtivas, pois são focadas no problema, evitando, desta forma, discussões desnecessárias e perda de tempo. 

É necessária a adoção do conceito de que o que interessa aos gestores (executivos, gerentes, diretores, etc..), são os números e não as argumentações. Tudo deve ser baseado em planilhas e indicadores. O cronograma deve ser esquecido, e a preocupação deve ser de fazer o que deve ser feito, e dentro do prazo estabelecido para isto! Com a realização de reuniões periódicas, baseadas em produtividade, fica mais fácil para a empresa controlar o que está sendo feito. O importante é realizar reuniões periodicamente, pois ninguém enrola o tempo todo. Não há espaço para a não objetividade. Sempre que possível, deve ser mantido um registro e um controle de todos os acontecimentos. Isso é muito importante para a historicidade da empresa. Uma ata com as decisões, prazos e nome dos responsáveis por cada projeto, cada etapa, é registrada, e todos os interessados devem consultá-la, éter acesso à mesma. Caso os prazos estabelecidos não sejam cumpridos, o responsável pelo projeto, ou pela etapa, deve ser notificado sobre a não conclusão do mesmo. Dessa forma, não já como projetos serem deixados de lado, em detrimento de outros, pois deve haver um controle rígido sobre seu cumprimento. Desta forma, tudo fica simples. Com o controle, há cobrança. Com a cobrança, faz-se acontecer. Assim, tudo sai do papel, e os projetos são executados. Liderança é fundamental, mas não é apenas de reuniões que vive o planejamento estratégico. O fator liderança é decisivo nos sistemas de gestão. Somente um grande executivo é capaz de implementar um plano estratégico de forma a trazer reais resultados para a empresa. A experiência nos diz que 90 % (noventa por cento) do planejamento estratégico é planejar, e os 10 % (dez por cento) restantes, é fazer acontecer. Enquanto muitas empresas brincam de fazer mapas estratégicos, planos mirabolantes, elas se esquecem de implementar as estratégias, e é na implementação da ideia que se define a competência do executivo. O que diferencia um grande executivo de um executivo mediano (ou medíocre) é a força de vontade. Um bom executivo tem o perfil de um bom aluno: é aquele que tem constância, que estuda de tudo um pouco, sem escolher a matéria, e, principalmente, o bom executivo dedica todo o seu tempo a todos os assuntos, sem discriminação. A liderança não é um mérito individual, mas sim o resultado de uma parceria bem realizada. Não existe um bom líder sem um bom assessor, e um grande assessor sem um bom líder; é um grande desperdício de capacidade. A parceria entre o líder e o seu assessor deve ser perfeita, para que a liderança seja exercida em sua plenitude.

Nenhum comentário:

Postar um comentário